António Camilo e a Bandeira Azul

No sudoeste de Portugal, em pleno ano de 2002, a Câmara Municipal de Odemira decidiu, mais uma vez, não candidatar as praias do concelho a este galardão, visto que não concorda com os critérios de atribuição das bandeiras. Recorde-se a este propósito, as justificações e interrogações de António Camilo, presidente da Câmara de Odemira, publicadas no «Notícias de Odemira», de Junho de 2001: «(…) como é possível que a qualidade das análises do ano anterior, por si só, seja o padrão pelo qual é aferida a qualidade de água de uma praia? E toda a gente sabe que uma bandeira azul se obtém por um conjunto de normas pouco claras, que tem levado inúmeros municípios, entre os quais Odemira, a rejeitar essas regras e consequentemente a não candidatar as suas praias a esse galardão. A própria Associação Nacional dos Municípios Portugueses tomou recentemente a decisão de se desvincular desse processo pelas mesmas razões».

Polémicos ou não, os critérios de atribuição das bandeiras azuis e as candidaturas dos diferentes municípios portugueses a esse galardão, trazem, invariavelmente, no início da época estival à discussão o estado ambiental das nossas praias e da nossa orla costeira.

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