Concelho de Odemira e o desemprego

O Instituto de Emprego e Formação Profissional revelou os dados do Desemprego registado por Concelho segundo o Género, o Tempo de Inscrição e a Situação Face à Procura de Emprego, no final do passado mês de Dezembro.
No fim de 2008, o Alentejo registava perto de 19 mil inscritos nos Centros de Emprego da região. Deste total, mais de 6 mil estão no Baixo Alentejo. Odemira é a região onde este número foi maior, com 1 103 registos. Fonte

Buscas na Câmara de Odemira

Obras em Milfontes sob suspeita da PJ

A Polícia Judiciária (PJ) realizou ontem buscas na Câmara Municipal de Odemira para investigar supostas irregularidades nas auditorias de 2008, no Plano Director Municipal e em dezenas de processos de licenciamento de obras particulares no concelho. O nosso jornal apurou que a investigação estará relacionada com denuncias de particulares residentes em Milfontes a diversos organismos, entre os quais a Procuradoria-Geral da República e a PJ. A maioria dos projectos sob suspeita encontram-se naquela vila e estarão ligados à construção de estabelecimentos de diversão nocturna e apartamentos turísticos.

Os gabinetes do presidente e vereadores da edilidade foram o alvo das buscas desta investigação, para apurar possíveis indícios dos crimes de corrupção, peculato e abuso de poder.

Realizadas por cerca de 30 inspectores da PJ da Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF), as buscas estenderam-se ainda a vários domicílios particulares e ateliers de arquitectos.

Contactado pelo CM, o autarca socialista António Camilo, mostrou-se de consciência tranquila com a investigação. Admitiu ainda que poderá estar relacionada com projectos particulares.

“Um dos inspectores já tinha estado na Câmara há uns meses a pedir dois ou três processos relacionados com obras particulares. Talvez estejam agora a aprofundar a investigação”, referiu.

BUSCAS

INVESTIGAÇÃO

Investigação da PJ recai sobre actual e anterior mandato do edil António Camilo.

CÂMARA

Dois inspectores da Polícia Judiciária deslocaram-se à Câmara Municipal de Odemira, pelas 09h15 de ontem, com um mandado de buscas.

COLABORAÇÃO

Por motivos de agenda – Assembleia Municipal extraordinária em Sabóia – António Camilo esteve poucos minutos com os inspectores. No entanto, disponibilizou todos os serviços para facilitar a tarefa da PJ. CM

Milfontes – Efluentes de ETAR vão dar a praias alentejanas

A Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Vila Nova de Milfontes (costa alentejana) descarrega águas contaminadas num efluente que acaba junto a uma praia popular entre banhistas. Segundo a Inspecção-Geral do Ambiente (IGA), a ETAR “não cumpre as normas de qualidade”.

Em Agosto de 2007, o Comando Local da Polícia Marítima de Sines, na sequência de uma denúncia que recebeu, ordenou a elementos da corporação que se deslocassem a um local, junto à foz do rio Mira, frente à praia do Soldado, para confirmar se estariam a ser libertados no mar efluentes contaminados oriundos da ETAR de Vila Nova de Milfontes.

No relatório elaborado pelos agentes da Polícia Marítima que realizaram a operação, está escrito: “Verificámos efectivamente a existência de um foco de poluição à superfície da água, com 100 metros quadrados, de tons castanhos, a cerca de 100 metros da costa. A mancha poluente emergia à tona de água, com resíduos orgânicos que aparentavam ser dejectos humanos”.

Este constrangimento tem marcado a existência da ETAR de Vila Nova de Milfontes, desde que foi projectada e concebida e instalada nos finais dos anos 80, numa zona classificada como Área de Protecção do Ambiente.

Nos anos 90, foi construído um emissário submarino, por onde passou a ser efectuada a descarga do efluente em pleno oceano a 1,5 quilómetros da costa. Pouco tempo depois, sob o efeito das marés vivas, o sistema adutor partiu-se e, desde então, os efluentes domésticos são lançados no mar a cerca de 200 metros da costa.

Durante a época balnear tornou-se recorrente observar a presença de banhistas na língua de areia (praia do Soldado) a 100 metros da saída do esgoto da ETAR de Milfontes.

A IGA descreveu, no seu Relatório-Síntese de 2004, a existência de “parâmetros não-conformes”, na qualidade do efluente, acrescentando ainda que a ETAR “não cumpre as normas de qualidade”.

Pressionada pelas conclusões da autoridade fiscalizadora, a Câmara de Odemira já reclamou para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) a emissão de uma licença de rejeição de águas residuais. “A IGA tem movido sucessivos autos e aplicado coimas de milhares de euros”, queixa-se a autarquia.

Em resposta, a CCDRA considera “inviável a emissão de licença de rejeição de águas residuais” enquanto não for dada uma resposta que “determine o local e o modo como se irá efectuar a descarga das águas, após tratamento no meio receptor”. Ao PÚBLICO, a CCDRA adiantou que “está presentemente em fase de conclusão o processo de licenciamento da ETAR, que considera tratamento de nível secundário, seguido de desinfecção”.

Não foi explicado se esta opção irá implicar uma reformulação da actual estrutura, que se encontra instalada no alto de uma falésia e a 200 metros de uma área urbanizada.

Destino turístico

Vila Nova de Milfontes é uma freguesia com 4500 habitantes e um destino turístico em crescendo que atrai, na época balnear, mais de 50 mil pessoas.

Os problemas no sistema de tratamento de águas residuais de Odemira não se circunscrevem à ETAR de Milfontes. Os protestos da população da freguesia de S. Luís, onde vivem 2300 habitantes, reflectem o mal-estar provocado por um sistema de tratamento que está em situação ilegal e funciona mal (liberta maus cheiros, alimenta mosquitos e moscas).

Também em relação a esta ETAR, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo diz que está a decorrer “o processo de licenciamento” de um equipamento que foi construído nos anos 80. Quanto à qualidade do efluente descarregado no meio hídrico, e “de acordo com os dados de autocontrolo disponíveis, verifica-se que esta ETAR cumpre as normas de descarga aplicáveis”.

Fonte

Camilo, mas afinal a bandeira pá!!! A azul!

António Camilo, presidente da Câmara de Odemira

2002

No sudoeste de Portugal, neste ano de 2002, a Câmara Municipal de Odemira decidiu, mais uma vez, não candidatar as praias do concelho a este galardão, visto que não concorda com os critérios de atribuição das bandeiras. Recorde-se a este propósito, as justificações e interrogações de, publicadas no «Notícias de Odemira», de Junho de 2001: «(…) como é possível que a qualidade das análises do ano anterior, por si só, seja o padrão pelo qual é aferida a qualidade de água de uma praia? E toda a gente sabe que uma bandeira azul se obtém por um conjunto de normas pouco claras, que tem levado inúmeros municípios, entre os quais Odemira, a rejeitar essas regras e consequentemente a não candidatar as suas praias a esse galardão. A própria Associação Nacional dos Municípios Portugueses tomou recentemente a decisão de se desvincular desse processo pelas mesmas razões».

Polémicos ou não, os critérios de atribuição das bandeiras azuis e as candidaturas dos diferentes municípios portugueses a esse galardão, trazem, invariavelmente, no início da época estival à discussão o estado ambiental das nossas praias e da nossa orla costeira.

2008

Praia em Milfontes com Bandeira Azul! Mas e o vídeo?

Mas afinal?

O Rio Mira com bandeiras azuis e um Nadador Salvador ter que meter a vermelha?! É normal?

2007

Noites de Inferno em Vila Nova de Milfontes

BARES EM MILFONTES!!!

A Câmara Municipal de Odemira saberá o que se está a passar nas noites de verão em Vila Nova de Milfontes?

Continuam as noites infernais em Vila Nova de Milfontes

Alguns bares acusam o dobro dos decibéis permitidos por lei! Será normal Camilo?

Notícia sempre presente, até quando?

Petróleo no Alentejo

Municípios não foram consultados sobre intenções da petrolífera
A Associação de Municípios do Litoral Alentejano (AMLA) está indignada com o comportamento da GALP e vai emitir ainda esta quarta-feira um ofício a pedir esclarecimentos sobre a prospecção de petróleo no Alentejo.O presidente da petrolífera portuguesa anunciou que a GALP Energia vai começar a pesquisa de petróleo na bacia alentejana já em Agosto. Segundo a «Renascença», a possibilidade de perfurações será decidida nos próximos três anos.

António Camilo, autarca de Odemira e presidente da AMLA, anunciou, em declarações à «Renascença», a emissão de um comunicado a pedir esclarecimentos sobre a prospecção: «Sairá ainda hoje um ofício da Associação de Municípios e, naturalmente, incentivarei cada um dos meus colegas a fazer, individualmente, o mesmo, perguntando, afinal, qual é a zona concessionada, a que distância é que está da costa e pedindo para sermos informados assim que isto for avante».

O autarca estranha o facto de os municípios não terem sido consultadas sobre as intenções da GALP e repudia o comportamento da petrolífera, que ignorou a opinião das câmaras.

Uma empresa da Noruega, fez, entre 1999 e 2002, na costa portuguesa, uma série de levantamentos que apontam para a existência de alguns indícios de crude.

De acordo com o Professor Luís Menezes Pinheiro, especialista em Geofísica Marinha, docente da Universidade de Aveiro, a GALP deverá agora estudar a viabilidade económica das estruturas encontradas.

FONTE

Paraísos prostituídos

A primeira vez que passei uns dias de Verão em Porto Covo, ainda o Rui Veloso não tinha imortalizado a aldeia e a sua ilha do Pessegueiro. Pouco mais havia do que aquela simpática praceta central, de onde irradiavam três ou quatro ruas para baixo, em direcção ao mar, e duas ou três para os lados. Tinha nascido uma pequena urbanização de casas de piso térreo, uma das quais me foi emprestada por um amigo para lá passar uns quinze dias. Havia a praia em frente, magnífica, e a angustiante dúvida de escolher, entre três restaurantes, em qual deles se iria comer peixe, ao jantar.

Nos dois anos seguintes, arrastado pela paixão pela caça submarina, aluguei uma parte de casa em Vila Nova de Milfontes, com casa de banho autónoma e duche no pátio interior, ao ar livre. Instalei-me com o meu material de mergulho e um pequeno barco de borracha, no qual ia naufragando quando o motor pifou e comecei a ser arrastado pela corrente do rio Mira em direcção aos vagalhões à saída da baía. Mas não era o sítio adequado para caça submarina e rapidamente troquei a incerteza da minha destreza pelo esplendor de uma tasquinha branca, de quatro mesas apenas, onde escolhia de manhã o peixe que iria comer à noite. Foram dias de deslumbramento, naquela que eu achava ser provavelmente a mais bonita terra do litoral português.

Mas foi Lagos, claro, a primordial e mais duradoura das minhas paixões. Tudo o que eu possa escrever sobre a fantástica beleza da cidade caiada de branco, com ruas habitadas por burros e polvos secando ao sol pregados aos muros, uma gente feita de dignidade e delicadeza, praias como nenhumas outras em lado algum do mundo, a terra vermelha, pintada de figueiras e alfarrobeiras, prolongando-se até às falésias que ficavam douradas ao pôr-do-sol, enquanto as traineiras passavam ao largo em direcção aos seus campos de pesca nocturnos, tudo isso parece hoje demasiadamente belo para que alguém possa simplesmente acreditar. Se eu contasse, diriam que menti – e eu próprio, olhando hoje Lagos, também acho que seguramente foi mentira.

A partir de Lagos, fui descobrindo todo o barlavento algarvio, cuja luz é tão suave que parece suspensa, como se não fizesse parte do próprio ar. Descobri a solidão agreste de Sagres, onde se ia aos percebes ou apenas olhar o mar do Cabo de S. Vicente, na fortaleza, que era rude como o vento e o mar de Sagres, e hoje é uma casamata de betão que, ao que parece, se destina a homenagear a moderna arquitectura portuguesa. Descobri o charme antiquado da Praia da Rocha, onde se ia à noite ver as meninas de Portimão, ou o “souk” em cascata de Albufeira, onde se ia ver as inglesas e dançar no Sete e Meio. E descobri outras terras de pescadores e veraneantes, como Armação de Pêra ou Carvoeiro, praias de areia grossa e mar transparente como eu gosto, cigarras gritando de calor nas arribas, polvos tentando amedrontar-me quando os olhava debaixo de água.

Não vale a pena contar. Quem teve a sorte de viver, sabe do que falo; quem não viveu, não consegue sequer imaginar. Porque esse Sul que chegava a parecer irreal de tão belo, esse litoral alentejano e algarvio, não é hoje mais do que uma paisagem vergonhosamente prostituída. Sim, sim, eu sei: o desenvolvimento, o turismo, a balança comercial, os legítimos anseios das populações locais, essa extraordinária conquista de Abril que é o poder local. Eu sei, escusam de me dizer outra vez, porque eu já conheço de cor todas as razões e justificações. Não impede: prostituíram tudo, sacrificaram tudo ao dinheiro, à ganância e à construção civil. E não era preciso tanto nem tão horrível.

Podiam, de facto, ter escolhido ter menos turistas em vez de quererem albergar todos os selvagens da Europa, que nem sequer justificam em receitas os danos que em seu nome foram causados. Podiam ter construído com regras e planeamento e um mínimo de bom gosto. Podiam ter percebido que a qualidade de vida e a beleza daquelas terras garantiam trezentos anos de prosperidade, em vez de trinta de lucros a qualquer preço.

E todos os anos, por esta altura, percorrendo estas terras que guardo na memória como a mais incurável das feridas, faço-me a mesma pergunta: Porquê? Porquê tanta devastação, tanto horror, tanta construção, tanta estupidez? Tanto prédio estilo-Brandoa, tanto guindaste, tanto barulho de obras eternas, tanta rotunda, tanta ‘escultura’ do primo do cunhado do presidente da câmara, e sempre as mesmas estradas, os mesmos (isto é, nenhuns) lugares de estacionamento, os mesmos (isto é, nenhuns) espaços verdes? Não, nem mesmo o mais incompetente dos autarcas pode olhar para aquilo e não entender a monumental obra de exaltação da estupidez humana que está à vista. Não, não é apenas incompetência, nem mau gosto levado ao extremo, nem simples estupidez. Em muitos e muitos casos a razão pela qual o litoral alentejano e o barlavento algarvio foram saqueados, sem pudor nem vergonha, tem apenas um nome: corrupção. Acuso essa exaltante conquista de Abril, que é o poder local, de ter destruído, por ganância dos seus eleitos, todo ou quase todo o litoral português. Acuso agora José Sócrates de não ter tido a coragem política de cumprir uma das promessas do seu programa eleitoral, que era a de progressivamente financiar as autarquias a partir do Orçamento do Estado, em exclusivo, deixando de lhes permitir financiarem-se também com as receitas locais do imobiliário – deste modo impedindo que quem mais construção autoriza, mais receitas tenha. Acuso o Governo de José Sócrates de ter feito pior ainda, inventando essa coisa nefasta dos projectos PIN (de interesse nacional!), ao abrigo dos quais é o Governo Central que vem autorizando megaconstruções que as próprias autarquias acham de mais. Acuso esta gente que só sabe governar para eleições, que não tem sequer amor algum à terra que os viu nascer, que enche a boca de palavrões tais como “preservação do ambiente” e “crescimento sustentado” e que não é mais do que baba nas suas bocas, de serem os piores inimigos que o país tem. Gente que não ama Portugal, que não respeita o que herdou, que não tem vergonha do que vai deixar.

Eu sei que não serve de nada. Ando a escrever isto há trinta anos, em batalhas sucessivamente perdidas – ontem por uma praia, hoje por um rio, amanhã por uma lagoa. E lembro-me sempre da frase recente de um autarca algarvio contemplando a beleza ainda preservada da Ria de Alvor e sonhando com a sua urbanização: “A natureza também tem de nos dar alguma coisa em troca!”. Está tudo dito e não adiante dizer mais nada.

Acordo às oito da manhã destas férias algarvias, longamente suspiradas, com o ruído de chapas onduladas desabando, martelos industriais batendo no betão e um pequeno exército de romenos e ucranianos construindo mais um projecto PIN numa paisagem outrora oficialmente protegida. “É o progresso!”, suspiro para mim mesmo, tentando em vão voltar a adormecer. Sim, o progresso cresce por todos os lados, sem tempo a perder, sem lugar para hesitações, como um susto. Tenho saudades, sim, dos sustos que os polvos me pregavam no silêncio do fundo do mar. E tenho saudades de muitas outras coisas, como o polvo do mar. Sim, eu sei: estou a ficar velho.

FONTE

Boas Férias

Como estragar uma mota com ela parada

Concentração Motard – Milfontes

Canoagem: Nuno Brandão (Clube Náutico Milfontes)

Os canoístas José Ramalho e Mónica Cunha são os novos campeões nacionais K1 de maratonas. O presidente da Federação Portuguesa de Canoagem também arrecadou um título: o de campeão nacional de veteranos.

José Ramalho (CF Vilacondense) sagrou-se campeão nacional K1 de maratonas em masculinos ao cumprir os 30 quilómetros da prova disputada no Rio Mondego, em Coimbra, em 2:40.16 horas.

O segundo lugar ficou entregue a Nuno Brandão (CN Milfontes), que ficou a 12 segundos, e o terceiro a Márcio Pinto (CN Crestuma), que registou uma diferença de 22 segundos em relação ao primeiro classificado.

A campeã nacional K1 de maratonas em femininos, Mónica Cunha (CN Prado), completou os 24 quilómetros em 2:31.34 horas, menos 50 segundos do que a sua mais directa adversária, Ana Bebiano (KCC Arade).

Em C1, Nuno Barros (CN Ponte de Lima) revalidou, para além de se ter imposto em C2, juntamente com Olefirenko Olerseevich.

O presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Mário Santos (Gaia KC), também esteve em competição e consagrou-se campeão nacional de veteranos.

Em tripulações, as duplas da AN Amorense Artur Tomaz/Nuno Henrique e Andreia Cardoso/Delfina Freire conquistaram o título em K2.

O Clube Náutico de Ponte de Lima foi o grande vencedor em termos colectivos, com 258 pontos, seguido do CN Prado com 226 e do Gemeses com 185.

A competição que decorreu este domingo no Rio Mondego, em Coimbra, juntou 513 atletas em representação de 50 clubes.

FONTE

Mastro Popular dia 28 Junho 2008

Mais uma festa para angariação de fundos.

Dentro do espírito “inventivo” de voluntariado em Vila Nova de Milfontes, no próximo sábado, os bombeiros vão promover um mastro popular com a tradicional sardinha assada, com a participação do rancho folclórico da vila.

Os Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Milfontes, vão dar início, dentro de poucos dias, às obras da 3ª fase da construção do seu quartel. Nas referidas obras, em anexo às já existentes, será construído um armazém de arrumos, parque de viaturas, camaratas para equipas de combate a incêndios oficina com lavagem de viaturas e posto de primeiros socorros.

Mais

Não Falte!

PRAIA DO MALHÃO – JUNHO 2008

VILA NOVA DE MILFONTES

PRAIA DO MALHÃO – JUNHO 2008

Postal Milfontes

Entre Milfontes e Almograve

Festival de cinema digital promove sétima arte em Milfontes

A Fundação Odemira anunciou a realização, em Outubro, de um festival de cinema digital no concelho para promover a sétima arte na zona do Litoral Alentejo e ensinar a todos os interessados “como se filma”.

O certame, agendado para os dias 16, 17, 18 e 19 de Outubro, inclui uma competição de curtas-metragens, realização de workshops temáticos, projecção de filmes e mostra de telediscos.

A ideia é “promover a sétima arte, aproximando as pessoas da feitura de um filme. Como diz o slogan, “solta o realizador que há em ti”", explicou, em declarações à Lusa, o presidente da Comissão Executiva da Fundação /Escola Profissional de Odemira, Francisco Antunes.

A Escola Profissional inclui, na sua formação, um curso de marketing e comunicação social, onde se insere uma componente audiovisual. Daí, o interesse manifestado por “alunos e formadores”.

A organização do festival naquele município do Baixo Alentejo traz também, na opinião do responsável, “ganhos de qualidade e visibilidade” ao concelho, numa zona onde funciona o Cinema Girassol, propriedade de António Feliciano, “um dos mais carismáticos projeccionistas ambulantes do país”.

“É um homem daqueles que já quase não existe, que anda com uma carrinha pelas aldeias a mostrar cinema”, frisa Francisco Antunes, lembrando ainda os tempos em que o Cinema Girassol funcionava ao ar livre.

Contribuindo para dinamizar aquele cinema emblemático de Vila Nova de Milfontes e “ensinar a todos que queiram aprender como se filma”, o festival estará aberto à participação do público em geral.

O concurso de curtas, filmadas obrigatoriamente no concelho e subordinadas a uma das áreas temáticas propostas (”O mar e o Sol”, “O Verde e a Paisagem”, “As terras e as gentes”, ou “A Cultura e o Património”), está igualmente aberto a todos os interessados.

Os filmes, produzidos em formato digital, deverão ter a duração limite de 15 minutos e “têm de ter estado disponíveis no You Tube, na Internet”.

A homenagem a António Feliciano e o tributo a José Fonseca e Costa, o primeiro realizador português a fazer uma longa-metragem em formato digital, constituirão, no último dia, dois dos pontos altos do evento.

O certame comporta também sessões especiais de documentários e de curtas-metragens para públicos diversos, entre os quais o infanto-juvenil. “Porque é que o Cinema Mexe” é o tema de um dos workshops, de Introdução ao Cinema, leccionado por António Cunha, director da Videoteca de Lisboa.

Município e Instituto de Cinema e Audiovisual são outras das entidades que colaboram no festival, através do seu apoio institucional.

Fonte

Vila Nova de Milfontes

Reunião em Milfontes juntou dois mil mariscadores

Reunião juntou dois mil mariscadores do Alentejo e Algarve pela alteração da lei da apanha lúdica

31 de Maio de 2008, 14:16

Odemira, Beja, 31 Mai (Lusa) — Mais de dois mil mariscadores lúdicos do Alentejo e Algarve reuniram-se sexta-feira à noite, em Vila Nova de Milfontes (Odemira), para exigir a alteração da lei da apanha de bivalves, que os proíbe de usar utensílios.

O encontro movimentou autocarros e carrinhas de Vila do Bispo e outros pontos do Algarve, em que viajaram populares e mariscadores que participaram no encontro naquela localidade alentejana.

“Foi uma reunião bastante positiva. Somámos dois mil participantes, entre as pessoas que conseguiram assistir, no interior da Casa do Povo de Milfontes, e os que tiveram de ficar à porta, enchendo a rua, de um lado e de outro”, disse à Lusa Carlos Carvalho, porta-voz das comissões de pescadores lúdicos do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina.

Os mariscadores da faixa costeira desde Sines a Sagres, organizados em mais de 30 comissões, consideram que a lei, que proíbe o recurso a utensílios na apanha de espécies como o perceve, lapa, ralo e polvo, “apresenta erros” e tem de ser “rapidamente alterada”.

O movimento, representativo dos interesses de mariscadores de 40 localidades alentejanas e algarvias, pede a alteração da portaria 868/2006, que define as quantidades máximas permitidas para a apanha de marisco, assim como a proibição do recurso a utensílios na captura.

“Ninguém se desloca à costa para apanhar meio quilo de perceves, ainda por cima sem utensílios fabricados para o efeito, mas apenas com as mãos ou os pés ou eventualmente com a ajuda de um animal!”, vincou Carlos Carvalho.

“A lei está mal feita, isto é tão claro e tão básico que toda a gente concorda, até os deputados da Assembleia da República (AR), onde estivemos há alguns meses”, reforçou.

As coimas aplicadas aos mariscadores lúdicos desde há quase dois anos por apanharem marisco com utensílios ascendem já aos 25 mil euros, referem, tendo em conta que os valores a aplicar variam entre os 250 e os 2.493 euros.

“São valores completamente desproporcionais. Não faz sentido que se pague mais por uma infracção destas do que por conduzir embriagado, especialmente porque estamos a falar de pessoas que, na sua maioria, vivem mal”, reforçou, em declarações à Lusa, outro membro das comissões, Fernando Varela.

De acordo com Carlos Carvalho, são conhecidas mais de duas centenas de coimas aplicadas aos mariscadores lúdicos, em acções de fiscalização levadas a cabo pela Polícia Marítima.

Durante o encontro, os mariscadores decidiram solicitar uma audiência ao secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, já que, consideram, “os entraves à alteração da lei estão agora desse lado”.

Os praticantes da apanha lúdica determinaram ainda estabelecer um novo prazo, “de um mês a um mês e meio”, para que o Governo altere a referida portaria.

“O deputado socialista David Martins comprometeu-se a apresentar as nossas pretensões na AR. Então, vamos esperar. Mas se nada acontecer neste prazo, vamos manifestar-nos de outras formas”, garantiu Carlos Carvalho.

Os mariscadores esperam que a lei seja alterada, da mesma forma que “a portaria da apanha comercial do perceve foi mudada numa semana, tendo sido publicada sexta-feira em Diário da República”.

No encontro de sexta-feira participaram ainda Tiago Miguel, deputado do PCP, e Alberto Matos, da distrital de Beja do Bloco de Esquerda, além de autarcas dos municípios abrangidos e representantes políticos locais.

O movimento recebeu ainda, por e-mail, dezenas de mensagens de solidariedade, provenientes de grupos/associações de pescadores de todo o país e figuras políticas, entre os quais Helena Roseta e Garcia Pereira.

RE/JYT

Lusa/Fim

Ó Cais Ó Cais

António Camilo e a Bandeira Azul

No sudoeste de Portugal, em pleno ano de 2002, a Câmara Municipal de Odemira decidiu, mais uma vez, não candidatar as praias do concelho a este galardão, visto que não concorda com os critérios de atribuição das bandeiras. Recorde-se a este propósito, as justificações e interrogações de António Camilo, presidente da Câmara de Odemira, publicadas no «Notícias de Odemira», de Junho de 2001: «(…) como é possível que a qualidade das análises do ano anterior, por si só, seja o padrão pelo qual é aferida a qualidade de água de uma praia? E toda a gente sabe que uma bandeira azul se obtém por um conjunto de normas pouco claras, que tem levado inúmeros municípios, entre os quais Odemira, a rejeitar essas regras e consequentemente a não candidatar as suas praias a esse galardão. A própria Associação Nacional dos Municípios Portugueses tomou recentemente a decisão de se desvincular desse processo pelas mesmas razões».

Polémicos ou não, os critérios de atribuição das bandeiras azuis e as candidaturas dos diferentes municípios portugueses a esse galardão, trazem, invariavelmente, no início da época estival à discussão o estado ambiental das nossas praias e da nossa orla costeira.

Fonte

GNR apreende três toneladas de haxixe em Milfontes

A GNR apreendeu na sexta-feira, 9, 87 fardos de haxixe, com um peso superior a três toneladas e uma lancha rápida junto à praia da Carraca, freguesia de Vila Nova de Milfontes, concelho de Odemira.
O capitão Manuel Jorge, porta-voz da Brigada 3 da GNR, que faz o policiamento no Alentejo e Algarve, revelou à agência Lusa que cada fardo pesa “cerca de 35 quilos”, o que perfaz aproximadamente, no conjunto dos 87, mais de três toneladas.
A operação policial, que não resultou na detenção de suspeitos, permitiu também apreender uma lancha rápida com quatro motores fora de bordo, cada um com 250 cavalos de potência.
“O alerta foi dado por alguém que viu a embarcação, de 10 a 12 metros, encalhada num rochedo e abandonada, próximo da praia, de difícil acesso e numa zona escarpada”, disse o capitão Manuel Jorge.
Efectivos do destacamento territorial e da Brigada Fiscal da GNR deslocaram-se ao local, recuperando, quer do interior da lancha, quer da água, os 87 fardos de haxixe.
O resultado da apreensão inclui ainda recipientes com combustível para os motores da lancha, três mochilas, três fatos térmicos, um telefone satélite e alguns artigos que “aparentam ser originários do norte de África”, adiantou a mesma fonte.
A operação envolveu efectivos da Brigada Territorial e da Brigada Fiscal da GNR, assim como meios náuticos desta última. >>>

Bandeira Azul Milfontes 2008

Bandeira Azul: Odemira volta a ter praias com galardão, depois de anos de interregno

06 de Maio de 2008, 16:36

Odemira, Beja, 06 Mai (Lusa) – A Câmara de Odemira congratulou-se hoje por três praias do concelho terem recebido a Bandeira Azul, galardão ao qual a autarquia não apresentava candidaturas há vários anos por discordar dos critérios subjacentes à atribuição.

“Decidimos candidatar três praias este ano porque, ao longo dos últimos anos, foram-se criando condições ao nível dos critérios necessários para receber a Bandeira Azul, como a periodicidade da análise da qualidade da água”, disse à agência Lusa o vereador do Turismo, Hélder Guerreiro.

Há já vários anos que a Câmara Municipal de Odemira não apresentava candidaturas à Bandeira Azul, devido a discordâncias quanto aos critérios de atribuição do galardão, nomeadamente por a qualidade da água ser analisada com base em amostras do ano anterior.

Este ano, o município decidiu voltar a aderir ao galardão e candidatou as praias da Zambujeira, Carvalhal e Vila Nova de Milfontes – Furnas, as quais foram distinguidas com a Bandeira Azul.

“Chegámos a um patamar, relativamente a essas três praias, em que existem condições para ter a Bandeira Azul”, frisou Hélder Guerreiro, destacando as melhorias efectuadas nas acessibilidades e estacionamentos junto das zonas balneares e a criação de apoios de praia, que possibilitaram a disponibilização de casas de banho para os veraneantes.

Para o próximo ano, segundo o vereador, Odemira pretende candidatar mais praias à Bandeira Azul para garantir um “melhor controlo da qualidade da água e mais segurança” aos turistas, na expectativa de aumentar também a afluência de veraneantes ao litoral do concelho.

O Alentejo, que no ano passado recebeu 12 Bandeiras Azuis, aumentou este ano para 17 o total de zonas balneares que vão poder içar o galardão a partir de 15 de Junho, no início da época balnear.

Grândola é o concelho alentejano com mais praias com Bandeira Azul, sete, sendo que o galardão é novo para três delas: Atlântica, Bico das Lulas e Tróia-Mar.

Além destas, Grândola vai continuar a ter Bandeira Azul na Comporta, Aberta Nova, Carvalhal e Pego.

“Queremos que as nossas praias continuem a ter um critério de excelência e é esse caminho que estamos a percorrer, não apenas em termos do projectos turísticos, mas também ao nível ambiental e paisagístico”, salientou à Lusa o arquitecto Carlos Fernando, responsável pela Divisão dos Serviços Urbanos e Ambiente da Câmara.

Sines (Vasco da Gama, S. Torpes, Morgavel, Grande de Porto Covo e Ilha do Pessegueiro) e Santiago do Cacém (Costa de Santo André) são os outros dois concelhos do Litoral Alentejano que vão poder içar a bandeira, o mesmo acontecendo com a praia fluvial da Quinta do Alamal, concelho de Gavião, distrito de Portalegre.

A única praia alentejana que, no ano passado, ostentava a Bandeira Azul e não foi contemplada este ano é a da Vieirinha ou Vale de Figueiros, no concelho de Sines, devido a um “mero problema burocrático”, garantiu à Lusa a vereadora do Turismo, Marisa Santos.

“A praia mantém todas as suas qualidades ambientais e até foi melhorada”, disse.

“Só que, quando se passou a exigir análises quinzenais à água, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) fê-las em 2006, mas, no ano passado, começou a realizá-las mensalmente. Quando nos avisou, para podermos fazer as quinzenais, já faltava uma e não pudemos candidatar a praia”, disse.

Para o próximo ano, já com a situação normalizada, a Câmara Municipal de Sines pretende voltar a candidatar ao galardão a praia da Vieirinha.

A juntar às praias, o Alentejo vai ainda possuir Bandeira Azul nas marinas de Tróia e de Sines.

RRL.

Lusa/Fim

Milfontes com Bandeira Azul em 2008 ???????????????

Há já vários anos que a Câmara Municipal de Odemira não apresentava candidaturas à Bandeira Azul, devido a discordâncias quanto aos critérios de atribuição do galardão, nomeadamente por a qualidade da água ser analisada com base em amostras do ano anterior.

Este ano, o município decidiu voltar a aderir ao galardão e candidatou as praias da Zambujeira, Carvalhal e Vila Nova de Milfontes – Furnas, as quais foram distinguidas com a Bandeira Azul.

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